diascruzados
Monday, September 05, 2005
   
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Friday, July 08, 2005
  Um: “Olá.”
Outro: “Olá.”
Um: “És activo ou passivo?”
Outro: “Sou activo mas só gosto de activos. Passivos são os mortos…”
Um: “…”
Um: “De onde és? És daqui?”
Outro: “Não, sou de Lisboa.”
Um: “De Lisboa, onde?”
Outro: “(Uff!) Do centro! E tu?!”
Um: “Eu sou dos Olivais. És do centro?! Como é que consegues estacionar um carro desse tamanho? Ninguém mora no centro com um carro desses! Tens garagem?”
Outro: “…?!”
Outro: “Ok! Tchau!” 
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Friday, February 04, 2005
  Há três imagens de situações que vivi e que, de forma recorrente, me vêm à memória. Não sei explicar bem porquê mas são três vivências que me marcaram muito pela positiva, embora quando descritas possam parecer totalmente inconsequentes.

A primeira dessas situações aconteceu quando fazia uma travessia a pé pelo G., com mais dois amigos. Coisa para durar uma semana, se me recordo bem. Era Verão e estava um calor tórrido. Seguíamos os três a pé por uma estrada poeirenta, sob o sol abrasador, quando passou um carro por nós. No banco do “pendura” vinha uma mulher loira, certamente estrangeira. A mulher saudou-nos calmamente com uma mão. Sem que me apercebesse na altura, gravei para sempre esse gesto, o olhar e a postura do corpo dela.

A segunda situação aconteceu na S. Eu pertencia a um Grupo de Montanha e estava a decorrer um dos fins-de-semana do Curso de Montanhismo. Os participantes foram agrupadas de forma aleatória para fazerem um percurso em orientação. Eu, como controlador, fiquei destacado para controlar um dos postos de passagem obrigatórios. A determinada altura da minha vigília ouvi vozes e recolhi-me mais para o interior da vegetação, onde podia observar sem revelar o posto de controlo que ocupava. Quando as figuras se materializaram no caminho, percebi que uma das participantes era uma jovem amiga minha, de longa data, conhecida pela sua personalidade “modern-outspoken-forward girl”. O outro era uma novidade no grupo: um advogado algo tímido e de meia-idade. Passaram a conversar, abstraídos da minha presença. Ela levava o cotovelo apoiado no ombro dele.

A última a situação aconteceu em Madrid, há alguns atrás, a altas horas de noite. Saí de uma discoteca com um amigo e percebo que vão três pessoas a atravessar a estrada à nossa frente. Eram dois rapazes e uma rapariga. Suponho que deviam ser pela minha idade, não lhes consegui ver o rosto. Nada os caracterizava especialmente, vestiam como muitos outros jovens, embora de forma discreta. Caminhavam calmamente, sem falar. Um dos rapazes, o que seguia no meio, enlaçava, por um lado, a rapariga pela cintura e, pelo outro, ia de mão dada com o outro rapaz.

diascruzados@yahoo.com

 
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Thursday, December 23, 2004
  se há coisa que mais odeio, é a mesquinhez. nunca consegui encontrar um termo que defina aquele tipo de pessoas que têm três canetas e não te emprestam uma. aquele tipo de pessoas cuja mãe é uma doméstica irrepreensível e o pai um manga de alpaca. aquele tipo de pessoas que estão na exacta classe média da classe média. aquelas três raparigas que vão à pastelaria comprar três pastéis de nata mas embrulhados, para comerem no escritório, onde ninguém as vê sujas de canela. três raparigas que exigem pagar em separado porque para cada uma delas, não obstante o estarem juntas, nenhuma das outras lhe merece o preço de um pastel de natal.
 
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Wednesday, November 17, 2004
  "Sex dwarf
Isn’t it nice?
Sugar & spice
Luring disco dollies
To a life of vice"

S.Cell

diascruzados@yahoo.com 
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Tuesday, November 16, 2004
 

Estive naquela praia deserta. Embora frio, o dia estava tão luminoso que parecia irreal. Ou talvez irreal por ser um cenário tão bonito e estar tão deserto. Água parada como um lago, não fosse o verde translúcido. A areia lisinha, sem rasgos nem pegadas. E os pinheiritos verdes contra um azul de céu forte, numa combinação que seria de mau gosto se não fosse natural.

Só ao longe, muito longe, se via um ou outro vulto. Mas eram traços imperceptíveis que não inquietavam a alma. Uma solidão apaziguadora.

Minto. Não estava frio. Depois de uns minutos ao sol, a ler, estava calor. Clima temperado de praia, está bem de se ver. O calor ideal para ler um livro cuja trama se desenvolve numa qualquer floresta equatorial africana, que fala de animais e plantas.

Podia meditar se quisesse, ou soubesse(!), com o marulhar, quase inaudível, como som de fundo. Podia andar horas a fio à beira do mar-quase-lago. E continuar no dia seguinte enquanto houvesse sol, mar e a tal areia branca e lisa. E o livro na mochila.

diascruzados@yahoo.com
 
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Wednesday, April 28, 2004
  Pronto, o povo lá acha que pode ser esportulado à vontade desde que seja pela veneradíssima pessoa que é o presidente da autarquia. E ai de quem lhe ponha um dedo em cima. Agora, nem sei porquê, vieram-me à cabeça as imagens das criadas internas, tão em voga nos tempos da outra senhora, que achavam que a lei natural das coisas era – passe a expressão – serem fodidas e mal pagas.

diascruzados@yahoo.com 
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dia a dia de cruising

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